Segunda, 26 Outubro 2020 00:58

O IMPONENTE HONDA FIT

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O mercado automotivo nacional deparou-se com uma queda sintomática nas vendas dos últimos anos. Atribuindo esse cenário adverso aos efeitos de uma economia cada vez mais instável, o consumidor sente-se cada vez menos seguro a realizar um investimento de grande porte, priorizando o corte de despesas em detrimento de práticas agressivas de consumo. E, diante desta nova tendência, até mesmo os carros que protagonizavam o setor e moldavam o gosto do cidadão registraram quedas na procura, ligando um sinal de alerta no ramo automobilístico e reforçando a necessidade de que medidas fossem implementadas para os números voltarem a crescer.

Modelos que, em um primeiro momento, apresentavam elevados índices de unidades comercializadas e, com isso, nada parecia indicar que as projeções diminuíssem, também foram impactados pela contração econômica. O Honda Fit, veículo dominante em nosso mercado e símbolo de sucesso da montadora japonesa no Brasil, teve seu crescimento prejudicado, contribuindo para a busca do cidadão por carros com preços mais acessíveis e, consequentemente, que não ofereciam os mesmos privilégios do subcompacto.

No entanto, com a queda da taxa de juros, a facilitação da liberação de crédito e, especialmente, a aceleração do setor de seminovos e usados, os investidores automotivos identificaram a perspectiva de uma retomada que, em meados de 2019, foi confirmada. Nem mesmo a pandemia, inclusive, pôde ser párea para o impulsionamento na busca por automóveis, reflexo de uma era cuja aquisição de um veículo tornou-se mais do que corriqueira entre as famílias. Neste artigo, discorreremos sobre o setor automotivo e a influência que o Honda Fit exerce sobre essa indústria. Portanto, prossiga com a leitura!

A ascensão e consolidação do Honda Fit

Diante de uma oferta amplamente diversa e vasta de veículos, o cidadão brasileiro de variadas classes sociais tem considerado a possibilidade dessa aquisição. Isto porque, em meio ao desenvolvimento econômico observado no país, o hiato existente entre as classes sociais reduziu e, deste modo, integrantes das classes C e D passaram a reunir credenciais para adquirir bens deste calibre.

Dentre os quais, poucos poderiam significar a inovação ímpar do Honda Fit, subcompacto japonês que, no Brasil, tornou-se o principal representante da sua fabricante. A princípio, o veículo apresentava um motor 1.4 e 80cv de potencial nas versões LX e LXL, elementos que, na década potencializavam a experiência do consumidor em conduzir um veículo. Deparando-se com seu ápice em 2009 e 2010, através do lançamento da sua segunda geração e do Twist, o prestígio máximo do Honda Fit na época resultou em números expressivos de vendas, alcançando mais de 50 mil unidades vendidas.

A queda do veículo na preferência do consumidor

Contudo, os anos foram passando e, levando-se em conta os lançamentos do HR-V, do WR-V e da terceira geração do Civic, o tradicional modelo japonês deixou a liderança da Honda no país, fato que causou surpresa na indústria. O veículo que, em 2006, chegou a ser considerado por especialistas o melhor na categoria Monovolume Compacto, devido ao seu design interior, preço competitivo e acabamento, começou a perder terreno e indicou a necessidade de que mudanças deviam ser promovidas. E nem poderia ser diferente, afinal, trata-se de um automóvel icônico que, ao longo do tempo, cativou milhares de pessoas pelo mundo afora.

A retomada do tradicional veículo da Honda

Na atualidade, o Novo Honda Fit 2020 trouxe aquilo que, durante muito tempo, os entusiastas da montadora japonesa desejavam. Voltando a ser reverenciado com o 1º lugar da categoria Monovolumes na premiação “Melhor Valor de Revenda 2020” da Revista Quatro Rodas, a sofisticação do modelo revitalizou seu exterior e, dispondo de um exclusivo sistema de configuração de bancos, o Novo Honda Fit não tem decepcionado nas vendas.

Novo Honda Fit: ''continua sem sal, mas é muito prático'', dizem ingleses -  AUTOO

Créditos da imagem: Pexels

Fato é que, com base no levantamento de automóveis mais vendidos no ano passado, o emblemático automóvel da Honda situado na 32ª colocação dificilmente almejaria uma mudança de perspectiva tão ágil. Entretanto, isso não se confirmou e podemos atribuir o aumento da sua procura aos benefícios do veículo, que dispõe um preço a partir de R$ 64.100,00 e, além disso, ao crescimento do segmento automotivo, cuja alta histórica chegou a 132% no mês de junho de 2020.

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Por Jorge Do Val