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Terça, 20 Abril 2021 10:45

11 MIL TONELADAS DE GRÃOS

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Em 2020 foram classificadas 11 mil toneladas de grãos pelo Posto de Classificação mantido pelo Governo do Estado e com classificadores da Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima), responsável por este serviço. A quantidade é igual a 500 caminhões carregados com grãos destinados ao consumo humano. Muito dessa produção foi comercializada em Roraima e o restante foi exportada principalmente para a Venezuela, Guiana e Amazonas, além de outros estados brasileiros. 

A classificação tem como objetivo padronizar os grãos de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), evitando que cheguem às gôndolas dos supermercados produtos inadequados ao consumo humano. Esse serviço segue normas de segurança alimentar para ofertar produtos seguros aos consumidores, além de assegurar aos produtores rurais produtos de qualidade para a comercialização.

CADA GRÃO

No Posto de Classificação são determinadas as particularidades de cada grão como: apresentação, identidade, embalagem, qualidade, além das medidas que vão determinar a qualidade e o tipo do produto. A tecnologia, neste caso, é basicamente visual. O método utilizado para classificar grãos utiliza equipamentos simples e manuais, como peneiras, pinças, estiletes, alicates e o principal, que é a observação.

Conforme a gerente de classificação e inspeção da Diretoria de Defesa Vegetal da Aderr, Ana Lúcia, as beneficiadoras e embaladoras de grãos levam amostras de 20 quilos, representando um lote do produto, ao posto de classificação, que fica no prédio da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O documento de solicitação de classificação é apresentado aos classificadores, que fazem uma análise preliminar da amostra para detectar a presença de insetos vivos ou outra característica desclassificante. Se isso acontecer, a amostra é devolvida para receber o tratamento necessário e ser rebeneficiada, sendo uma nova prova apresentada.

Como o posto vem trabalhando com grãos para o consumo humano, as amostras analisadas são somente de arroz (integral, beneficiado, em casca e fragmentado) que podem ser enquadradas por tipos de 1 a 5 ou fora de tipo, de acordo com os defeitos apresentados (mofados, ardidos, picados ou manchados, gessados e verdes, rajados, amarelos e quebrados).

“Se a amostra passar na pré-análise, é enviada para ser classificada, onde será emitido laudo e certificado de classificação para posterior emissão do DAS [Documento de Arrecadação Simples] para pagamento do serviço, que hoje tem o valor mínimo de R$ 55,88, a depender do tamanho do lote apresentado”, disse Ana Lúcia.

A CLASSIFICAÇÃO

O investimento alto na lavoura pelo produtor rural, em busca de obter máxima produtividade, terá a classificação dos grãos como teste final da qualidade do seu produto, assegurando a comercialização e, consequentemente, o retorno financeiro.

O laudo técnico do Posto de Classificação é a garantia de que ele pode colocar no mercado sua produção para um consumo seguro e quanto melhor for o produto dentro da especificação dos tipos, mais valor agregado e maior rendimento  terá.

O Posto de Classificação de Grãos funciona no prédio da Sapa. Atualmente, trabalha como classificadores um engenheiro agrônomo e um técnico em agropecuária. O horário de funcionamento é das 7h30 às 13h30, de segunda a sexta-feira. O telefone para contato é o 3623-2978.

Além de arroz, o posto classifica milho, soja e feijão. A classificação pode se feita também para compra e venda do poder público, casos em que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) precise da análise.

 

 

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SECOM GOV DE RR